Na fruticultura, uma única laranja com podridão dentro da caixa contamina as vizinhas durante o transporte, gera devolução e compromete a reputação do produtor junto ao comprador. A PMA Automação, por meio da ORIONVIX, sua divisão de engenharia de software, levou a visão computacional para a esteira de classificação para que cada fruta seja avaliada antes de chegar à embalagem.

Neste case, mostramos como o ORIONVIX Smart Vision passou a identificar e separar automaticamente as laranjas com defeito em uma linha de beneficiamento de uma packing house de citros.

O desafio: seleção manual em alta velocidade

A seleção era feita por operadores posicionados ao longo da esteira, que precisavam olhar fruta por fruta e retirar à mão as que apresentavam defeito. Com um volume estimado de cerca de 20 toneladas de laranja por turno, o trabalho era cansativo, dependia da atenção de cada pessoa e variava de turno para turno.

Os principais defeitos que precisavam ser barrados eram:

  • Podridões e bolores (bolor verde e bolor azul), que se espalham para as frutas sadias da mesma caixa;
  • Manchas e lesões de casca, como pinta preta, cancro e danos mecânicos de colheita;
  • Frutas deformadas, murchas ou rachadas;
  • Cor fora do padrão de maturação para o destino da carga.

O objetivo do cliente era claro: inspecionar todas as frutas, e não apenas amostras, com critério constante e registro do que foi rejeitado em cada lote.

A solução: ORIONVIX Smart Vision na esteira

A engenharia da PMA desenvolveu e integrou a solução sobre a linha existente, sem trocar a esteira:

  1. Câmeras e iluminação dedicadas: câmeras posicionadas sobre a esteira de rolos, com iluminação difusa para reduzir reflexos na casca. Como os rolos giram as frutas durante a passagem, o sistema avalia a superfície em vários ângulos, e não apenas o lado de cima.
  2. Modelo de inteligência artificial treinado com as frutas do cliente: o ORIONVIX Smart Vision foi ensinado com imagens reais da própria safra, separando frutas aprovadas e cada tipo de defeito. O ensino pode ser refeito a cada safra ou variedade, sem trocar o hardware.
  3. Processamento no local (edge computing): a análise acontece na CPU de controle de imagem, ao lado da linha, com resposta em tempo real e sem depender de internet.
  4. Rejeição automática integrada ao CLP: ao detectar um defeito, o software informa o CLP, que aciona o ejetor no momento certo da passagem da fruta, sincronizado pelo encoder da esteira.
  5. Painel de indicadores: contagem de frutas aprovadas e rejeitadas, percentual de defeito por lote e por tipo, com imagens das rejeições para auditoria e para a conversa com o fornecedor.

Resultados

  • Inspeção de 100% das frutas, com capacidade de projeto de até 600 frutas por minuto por pista da esteira.
  • Redução estimada de até 80% das frutas com defeito que chegam à expedição.
  • Operadores realocados: estimativa de 4 dos 6 operadores de seleção visual por turno liberados para outras atividades.
  • Dados por lote: o cliente passou a saber, por fornecedor e por carga, quanto foi rejeitado e por qual motivo.
  • Critério constante em todos os turnos, sem a variação da inspeção humana.

Os números acima são estimativas de projeto para uma linha desse porte. Os resultados de cada operação dependem da variedade, da safra e das condições da linha, e são confirmados na prova de conceito.

Tecnologias utilizadas

  • ORIONVIX Smart Vision (visão computacional com inteligência artificial)
  • Câmeras industriais sobre a esteira, com iluminação difusa
  • CLP para comando dos ejetores, sincronizado por encoder
  • Painel web de indicadores, com acompanhamento a distância

A mesma tecnologia para outras frutas e alimentos

A solução se adapta a limão, tangerina, maçã, manga, tomate e outros produtos classificados em esteira, além de aplicações de embalagem e conferência de rótulos na indústria de alimentos. Conheça a plataforma completa em Engenharia de Software e Visão Computacional.

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