Case de aplicação. Demonstração do software de visão computacional ORIONVIX Smart Vision, da PMA Automação Industrial. As imagens são a evidência gerada pelo próprio software sobre cenas de demonstração ou fotos de bancos de imagem de uso livre: não mostram instalação em cliente e não são medição de desempenho na sua linha, que é confirmado no piloto.

Terminal que não entrou no conector, bucha que faltou na bandeja, clipe esquecido na montagem: o componente ausente é o defeito mais simples de descrever e um dos mais caros de deixar passar, porque só aparece no teste final ou no cliente. A inspeção de presença de componentes por visão computacional confere posição por posição, em toda peça, antes de ela seguir na linha.

Este case mostra como o ORIONVIX Smart Vision, software de visão computacional da PMA Automação Industrial, é ensinado com uma peça boa e passa a reprovar a peça incompleta dizendo qual posição falhou. As imagens foram geradas pelo próprio software sobre cenas de demonstração.

Inspeção de presença de componentes por visão computacional em foto real de placa eletrônica: o ORIONVIX aprova três pinos soldados e reprova o pino 4, que está sem solda.
Inspeção de presença de componentes por visão computacional em foto real de placa eletrônica: o ORIONVIX aprova três pinos soldados e reprova o pino 4, que está sem solda.

A imagem acima é uma foto real, de uso livre, de uma placa de roteador: o conector de quatro pinos foi soldado à mão e um dos pinos ficou sem solda. O software encontrou a falha sozinho, com uma área de inspeção por pino. Nas demais imagens, cenas de demonstração e fotos reais mostram outras variações da mesma ferramenta.

O desafio

Em montagem manual ou semiautomática, a conferência de presença costuma ficar com o próprio montador ou com um inspetor no fim da linha. Com cadência alta e peças parecidas, o olho se acostuma ao conjunto completo e deixa passar a posição vazia.

O problema cresce quando o produto tem muitas posições iguais, como conectores, bandejas, kits e placas, ou quando a mesma linha monta variantes com quantidades diferentes.

A solução: inspeção de presença de componentes por visão computacional

  1. Câmera sobre o posto: a câmera fica fixa sobre a peça, no posto de montagem ou na saída da estação, com iluminação que mantém o contraste entre o componente e o fundo.
  2. Uma área por posição: na receita, cada posição recebe a sua área de inspeção, com nome próprio: terminal 1 a 12, berço 1 a 8. É esse nome que aparece no motivo do NOK.
  3. Ensino com peça completa: a receita aprende com uma peça boa quanto da área o componente ocupa. A posição fora da faixa é reprovada.
  4. Cor, quando o tom da peça não se destaca: componente de tom intermediário, como a trava azul de um conector sobre a placa verde, é conferido pela cor, sem ensino.
  5. Quantidade, quando a posição não importa: para kits e bandejas soltas, a ferramenta de contagem confere a quantidade de objetos contra a esperada.
  6. Resultado ao CLP e ao operador: OK ou NOK e a posição faltante seguem ao CLP por Modbus TCP, e a tela de operação mostra a imagem com a marcação.
Evidência gerada pelo ORIONVIX em foto real de um backplane: as seis travas azuis dos conectores conferidas pela cor, todas presentes.
Evidência gerada pelo ORIONVIX em foto real de um backplane: as seis travas azuis dos conectores conferidas pela cor, todas presentes.
Evidência gerada pelo ORIONVIX em cena de demonstração: o terminal 7 do conector está ausente e é marcado em vermelho.
Evidência gerada pelo ORIONVIX em cena de demonstração: o terminal 7 do conector está ausente e é marcado em vermelho.

Por que esta arquitetura

Presença e ausência se resolvem com visão clássica, ensinada com uma peça boa, sem treinar um modelo de inteligência artificial com centenas de imagens de defeito. A receita fica pronta em pouco tempo e é fácil de ajustar quando o produto muda.

Uma área por posição, e não uma comparação da peça inteira, faz o motivo do NOK apontar a posição exata. O montador corrige a peça sem procurar o que falta.

Sem resultado é NOK: câmera sem imagem ou inspeção incompleta nunca aprovam peça.

Evidência gerada pelo ORIONVIX: bandeja com o berço 6 vazio, reprovada; os outros sete berços aprovados.
Evidência gerada pelo ORIONVIX: bandeja com o berço 6 vazio, reprovada; os outros sete berços aprovados.

Engenharia envolvida

  • Avaliação do posto: peça, variantes, cadência e onde a câmera pode ficar sem atrapalhar o operador.
  • Iluminação dedicada, quando a luz do ambiente varia ao longo do dia.
  • Receita por variante de produto, com troca comandada pelo CLP.
  • Integração com CLP por Modbus TCP, com a rejeição temporizada pelo CLP em esteira.
  • Prova de conceito com peças boas e incompletas do processo, modo sombra e treinamento.

Números da engenharia

A integração com o CLP foi medida em bancada no laboratório da PMA: 55,9 ms em média do gatilho ao resultado no CLP por Modbus TCP, com percentil 95 de 75,0 ms em 2.000 ciclos e nenhum tempo esgotado.

Medição em bancada, com o CLP simulado no mesmo computador, não numa linha de cliente. O desempenho em cada operação depende da peça, da câmera e da luz, e é confirmado no piloto.

Tela de operação do ORIONVIX numa cena de demonstração: a inspeção reprova a bandeja que saiu com uma peça a menos.
Tela de operação do ORIONVIX numa cena de demonstração: a inspeção reprova a bandeja que saiu com uma peça a menos.

Segurança e conformidade

A inspeção de presença é controle de qualidade. Ela não é função de segurança da máquina e não substitui as proteções exigidas pela NR-12. Rostos que apareçam na imagem são desfocados antes de a evidência ser gravada.

Parceiros tecnológicos da solução

  • ORIONVIX Smart Vision: software de visão computacional da PMA.
  • CLPs Siemens, Schneider, Rockwell, WEG, Delta e Altus: recebem OK, NOK e posição faltante por Modbus TCP.
  • Câmeras IP compatíveis ONVIF, webcam USB ou câmera industrial, conforme a resolução necessária.

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Perguntas frequentes

Preciso de muitas imagens de defeito para ensinar o sistema?

Não para presença e ausência. A receita é ensinada com uma peça boa, e as peças incompletas da prova de conceito servem para confirmar os limites de cada posição.

O sistema diz qual componente está faltando?

Sim. Cada posição tem nome na receita, e o motivo do NOK traz esse nome, na tela, no histórico com a imagem e no registro enviado ao CLP.

Funciona quando a linha monta variantes diferentes?

Sim. Cada variante tem a sua receita, e o CLP comanda a troca quando o produto muda, sem o operador escolher na tela.

E se a peça chegar fora de posição?

A ferramenta de localização por padrão encontra a peça e corrige a posição das áreas de inspeção. Quando a variação é grande, a avaliação do posto indica um batente ou berço para apresentar a peça sempre no mesmo lugar.

Tem uma aplicação parecida na sua fábrica?

Os engenheiros da PMA avaliam o seu processo e desenvolvem a solução sob medida, do estudo de viabilidade ao start-up.

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