Pedestre que cruza o caminho da empilhadeira, pessoa que entra na área marcada em volta do painel elétrico, operador encostado na máquina durante o ciclo: as câmeras de segurança da fábrica já veem essas situações, mas ninguém está olhando o monitor no momento em que elas acontecem. O monitoramento de áreas de risco por visão computacional transforma a câmera que já existe em aviso na hora, com imagem e horário.
Este case mostra como o ORIONVIX Smart Vision, software de visão computacional da PMA Automação Industrial, marca áreas na imagem, reconhece pessoas e máquinas e gera o alerta quando a regra é quebrada. As imagens são fotos de bancos de imagem de uso livre, processadas pelo próprio software, com os rostos desfocados.

O desafio
Atropelamento por empilhadeira, choque elétrico e prensamento em máquina estão entre os acidentes mais graves da indústria, e quase sempre começam com alguém no lugar errado por poucos segundos. Placa, faixa no piso e treinamento reduzem o risco, mas não avisam quando a regra é quebrada.
As fábricas já têm câmeras, ligadas a um gravador. Elas servem para investigar depois do acidente, não para evitar o próximo.
A solução: monitoramento de áreas de risco por visão computacional
- Câmeras existentes ou novas: o ORIONVIX recebe a imagem de câmeras IP por RTSP ou HTTP, compatíveis ONVIF, e de webcams USB. Uma câmera pode atender várias regras ao mesmo tempo.
- Áreas marcadas na imagem: o técnico desenha na tela a área do quadro elétrico, a zona da máquina ou o corredor proibido, e define a regra: quantidade máxima de pessoas, tempo de permanência, ponto do corpo que conta.
- Pessoas e máquinas: a inteligência artificial roda no processador do computador, sem placa de vídeo, e reconhece pessoas e veículos. Na regra de máquinas pesadas, o operador na cabine não conta como pedestre.
- Alerta por episódio: o aviso sai uma vez por ocorrência, não um por quadro, com a imagem e a hora. Ele chega no celular pelo aplicativo ntfy e pode ser repetido no relógio pareado.
- Sinal ao CLP: na zona da máquina, o software liga um bit por Modbus TCP para o CLP reduzir a velocidade ou alarmar, como medida adicional à proteção da máquina.

Por que esta arquitetura
O processamento acontece no computador da fábrica. O vídeo não sai da planta, o alerta funciona sem internet na rede interna, e só o aviso no celular depende de conexão.
A privacidade entra no desenho desde o início: o rosto é desfocado antes de a evidência ser gravada, o software não identifica quem é a pessoa e o acesso às imagens é por login com perfis e trilha de auditoria. Câmera em vestiário, banheiro ou refeitório não é aceita.
A regra de permanência mínima, de pelo menos um segundo, evita alarme por uma pessoa que só cruza a borda da área.

Engenharia envolvida
- Levantamento das câmeras existentes, ângulos e pontos cegos, e indicação de câmeras novas onde faltam.
- Análise de risco com a equipe de segurança do trabalho para escolher áreas e regras.
- Dimensionamento do computador pelo número de câmeras e de regras.
- Integração com CLP por Modbus TCP nas zonas de máquina e configuração dos alertas no celular.
- Período de observação no local para ajustar áreas e reduzir falso alarme, e treinamento.

Números da engenharia
As ferramentas de máquinas pesadas e de zona de máquina estão implementadas e medidas em mídia pública, e são validadas no local antes de entrar em contrato como desempenho. Na validação do produto, a contagem de veículos acertou 52 de 52 veículos num vídeo público de rodovia, e a detecção de queda alertou 14 de 15 quedas numa base pública de pesquisa, sem falso alarme em 17 minutos de atividades comuns.
Medições em mídia pública, não numa planta de cliente. Câmera, ângulo, luz e o que aparece no fundo mudam o resultado; o desempenho que vale é confirmado no piloto.
Segurança e conformidade
Visão computacional não é função de segurança conforme a NR-12 e a ISO 13849. O ORIONVIX alerta, sinaliza e pode pedir ao CLP para reduzir a velocidade, mas nunca é o único meio de parar a máquina ou liberar o acesso. Cortina de luz, scanner de segurança, intertravamento e relé de segurança continuam obrigatórios, assim como as regras de circulação da NR-11 para empilhadeiras.
No tratamento das imagens, o projeto segue a LGPD: finalidade definida, rosto desfocado e acesso controlado.
Parceiros tecnológicos da solução
- ORIONVIX Smart Vision: software de visão computacional da PMA.
- Câmeras IP compatíveis ONVIF: imagem das áreas monitoradas, incluindo câmeras já instaladas.
- CLPs Siemens, Schneider, Rockwell, WEG, Delta e Altus: recebem o sinal da zona de máquina por Modbus TCP.
Aplicações semelhantes
A mesma solução atende pátios de carga e descarga, docas, centros de distribuição, canteiros de obra, mineração e áreas com máquinas pesadas, salas elétricas e subestações, além de contagem de pessoas e de veículos em portarias. Conheça as outras ferramentas em engenharia de software e visão computacional e em sistemas de visão e inspeção.
Perguntas frequentes
Posso usar as câmeras de segurança que já tenho?
Em geral sim, se forem câmeras IP com RTSP ou HTTP. O ângulo e a altura da câmera precisam mostrar a área inteira e a pessoa de corpo visível; a avaliação no local indica onde é preciso reposicionar ou acrescentar câmera.
O sistema pode parar a máquina?
Não como função de segurança. Ele pode pedir ao CLP para reduzir a velocidade ou alarmar, como medida adicional. A parada segura continua com os dispositivos de segurança da máquina, conforme a NR-12.
O sistema identifica quem entrou na área?
Não. O ORIONVIX detecta que há uma pessoa na área, não quem ela é, e desfoca o rosto antes de gravar a evidência.
Precisa de internet?
Não para detectar. A análise e o alerta na rede da fábrica funcionam sem internet. A conexão só é usada para o aviso no celular fora da rede interna.
Tem uma aplicação parecida na sua fábrica?
Os engenheiros da PMA avaliam o seu processo e desenvolvem a solução sob medida, do estudo de viabilidade ao start-up.


