Aclara eleva capex do Projeto Carina para US$ 780 milhões e reforça estratégia no mercado de terras raras

Resumo estratégico
O aumento do capex do Projeto Carina para US$ 780,9 milhões reforça a relevância dos minerais de terras raras no cenário global e evidencia o avanço da mineração de alto valor no Brasil. Com indicadores robustos de rentabilidade e foco em verticalização, o projeto consolida o país como player estratégico na cadeia de suprimentos de tecnologia avançada e transição energética.

O custo de capital inicial do Projeto Carina, desenvolvido pela Aclara Resources, foi atualizado para US$ 780,9 milhões, conforme os resultados mais recentes do estudo de viabilidade divulgados em abril. Desse total, US$ 678,2 milhões correspondem ao capex de construção e US$ 102,7 milhões à contingência do projeto.

O novo valor representa um aumento de US$ 100,4 milhões em relação ao estudo de pré-viabilidade, refletindo principalmente os impactos do câmbio, da inflação e do maior nível de detalhamento da engenharia. Esse movimento é comum em projetos de mineração e engenharia industrial, especialmente em empreendimentos voltados à produção de minerais críticos.

Localizado no estado de Goiás, o Projeto Carina se posiciona como um dos mais promissores empreendimentos de mineração de terras raras no país. As projeções indicam geração de caixa de aproximadamente US$ 1,7 bilhão ao longo da vida útil da mina, já considerando impostos. A taxa interna de retorno estimada é de 26,9% ao ano, com payback previsto em cerca de 2,9 anos após o início das operações.

O estudo também aponta uma receita líquida média anual de US$ 599 milhões e um EBITDA médio de aproximadamente US$ 460 milhões, reforçando a atratividade econômica do projeto. A vida útil estimada da mina é de 18 anos, com produção média anual de 4.378 toneladas de óxidos de terras raras contidos em concentrado misto.

Entre os principais elementos a serem produzidos estão disprósio, térbio, neodímio e praseodímio, insumos essenciais para a fabricação de ímãs permanentes utilizados em motores elétricos, energia renovável, automação industrial e tecnologias avançadas.

Para viabilizar o processamento completo do concentrado, a companhia considera um custo médio anual de US$ 314,4 milhões, equivalente a cerca de 34% da receita bruta. Esse valor está associado à etapa de separação dos elementos, que deverá ser realizada em uma futura unidade industrial na Louisiana, reforçando a estratégia de internacionalização e verticalização da cadeia produtiva.

O cronograma do projeto prevê o início das obras preliminares no terceiro trimestre de 2026, incluindo infraestrutura, acessos e instalações de apoio. A fase de construção principal deve ganhar ritmo em 2027, com início do comissionamento previsto para o primeiro semestre de 2028.

A Aclara conta com o suporte de investidores estratégicos, como a Hochschild Mining e o grupo CAP, além do apoio da U.S. International Development Finance Corporation, que já disponibilizou até US$ 5 milhões para o desenvolvimento do estudo de viabilidade. A instituição também possui opção preferencial para მონაწილეობ futuros aportes financeiros, o que pode acelerar a execução do projeto.

O Projeto Carina está inserido em uma estratégia mais ampla de verticalização da produção de terras raras, com foco no fornecimento de insumos para cadeias industriais de alto valor agregado, especialmente no segmento de ímãs permanentes e tecnologias limpas.

Nesse contexto, o Brasil se destaca como um dos principais players globais, detendo a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Esse posicionamento estratégico amplia as oportunidades para investimentos em mineração, processamento mineral, automação industrial e inovação tecnológica.

Para empresas industriais, integradores e operações de mineração, o avanço de projetos como o Carina reforça a importância de soluções em automação, controle de processos, eficiência operacional e digitalização industrial — pilares fundamentais para garantir competitividade e sustentabilidade no setor.

A PMA Automação atua apoiando indústrias e projetos de mineração com soluções completas em engenharia, integração de sistemas e automação industrial, contribuindo para ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e maior confiabilidade dos processos.

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