
Samarco e o Novo Acordo do Rio Doce: Um Marco na Responsabilidade Social Corporativa
Em abril, a Samarco realizou o pagamento da terceira parcela do Novo Acordo do Rio Doce, totalizando R$ 6,82 bilhões. Estes recursos são destinados a financiar políticas públicas nas esferas federal, estadual e municipal, conforme o cronograma aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Este repasse financeiro não apenas representa uma obrigação da empresa, mas também uma oportunidade de revitalização e melhoria nas comunidades afetadas.
Os valores são transferidos diretamente aos entes governamentais, que possuem autonomia para aplicar os recursos em ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Este modelo de repasse é um componente crucial da estratégia de governança de longo prazo do acordo, que está previsto para ser executado ao longo de 20 anos. A importância desse modelo se reflete na capacidade que ele possui de assegurar que os recursos sejam utilizados de maneira eficaz e transparente.
Compromisso Continuado e Impacto Direto
Com o novo aporte, o total desembolsado pela Samarco desde a homologação do acordo chega a R$ 17,69 bilhões. De acordo com Gustavo Selayzim, diretor de Estratégia, Finanças e Suprimentos da empresa, a regularidade dos repasses é fundamental para a viabilização de políticas estruturantes. “Os aportes seguem uma agenda consistente de longo prazo, permitindo a execução de projetos sustentáveis com impacto direto nas comunidades”, afirma o executivo.
Impactos Econômicos e Sociais dos Investimentos
Os recursos provenientes do Novo Acordo do Rio Doce têm sido direcionados para áreas estratégicas, como saúde, saneamento básico, infraestrutura e controle de enchentes. Uma parte significativa dos recursos é também alocada para programas de transferência de renda, tais como o Programa de Transferência de Renda (PTR), além de iniciativas voltadas para pescadores em Minas Gerais e no Espírito Santo.
No setor de saneamento, os investimentos têm mostrado um efeito multiplicador considerável. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, a cada R$ 1 investido no setor, há uma economia de aproximadamente R$ 4 em saúde pública. Além disso, a execução de projetos nessa área impulsiona a geração de empregos diretos e indiretos nas regiões beneficiadas, o que é vital para o fortalecimento econômico local.
Embora a maior parte dos recursos seja destinada à União e aos governos estaduais, a aplicação é obrigatoriamente realizada em projetos e serviços nos municípios abrangidos pelo acordo. Exemplos notáveis incluem a duplicação da BR-356, entre Ouro Preto e Mariana, e a duplicação da BR-262, no Espírito Santo. Estas obras não apenas melhoram a infraestrutura, mas também facilitam o transporte e o acesso a serviços essenciais.
Execução Direta e Ações Complementares
Além das obrigações financeiras, a Samarco continua a execução de compromissos assumidos no acordo. Entre esses compromissos estão a construção dos novos distritos de Novo Bento Rodrigues e Paracatu, a continuidade das ações de reparação ambiental, bem como o pagamento de indenizações e auxílios financeiros. Essas iniciativas incluem o Programa Indenizatório Definitivo (PID), que visa compensar os atingidos, demonstrando um compromisso com a reparação social e ambiental.
Distribuição dos Recursos e Transparência
Até este momento, os valores acumulados em obrigações de pagar somam R$ 17,69 bilhões, distribuídos da seguinte forma:
- União: R$ 9,00 bilhões (Fundo Rio Doce, focando em pesca, saúde e infraestrutura);
- União: R$ 1,00 bilhão (Povos e Comunidades Tradicionais);
- Minas Gerais: R$ 3,95 bilhões (Estado) e R$ 231,1 milhões (municípios);
- Espírito Santo: R$ 2,35 bilhões (Estado) e R$ 85,1 milhões (municípios);
- Instituições de Justiça: R$ 1,06 bilhão.
As obrigações de fazer totalizam R$ 24,4 bilhões, abrangendo indenizações, auxílios financeiros, reconstrução de distritos e ações de reparação ambiental. Este cenário não apenas ilustra a magnitude do compromisso da Samarco com a recuperação e desenvolvimento das comunidades afetadas, mas também a importância de uma gestão transparente e eficaz dos recursos.
A atuação da Samarco no Novo Acordo do Rio Doce é um exemplo significativo de como as empresas podem assumir a responsabilidade social e contribuir para o desenvolvimento sustentável, alinhando seus interesses corporativos com as necessidades das comunidades locais. A continuidade desses investimentos é crucial para a construção de um futuro mais sustentável e próspero para todos os envolvidos.



