PMA | Energia e Automação

Mina De Capanema Credito Divulga

Vale transforma rejeitos em oportunidade de negócios por meio da mineração circular

Veja aqui notícias da PMA Automação Industrial sobre o mercado Industrial. Atualise-se para que sua empresa tenha o melhor da tecnologia à sua disposição: Compartilhe:

Vale e a Mineração Circular: Uma Nova Era de Sustentabilidade

A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, apresentou um avanço significativo em sua produção de minério de ferro proveniente do reaproveitamento de rejeitos e estéreis. Em 2025, a empresa alcançou a marca de 26,3 milhões de toneladas, o que representa cerca de 8% da produção total. Este aumento, que mais que dobrou em um ano, sinaliza a consolidação da mineração circular como uma nova oportunidade de negócios, conforme destacado na segunda edição do Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, divulgado recentemente.

O documento foi elaborado com base nos padrões IFRS S1 e S2 do International Sustainability Standards Board (ISSB). Ele amplia a análise de riscos socioambientais e introduz o reaproveitamento de resíduos da mineração como uma oportunidade estratégica capaz de gerar valor econômico e diminuir os impactos ambientais.

“A segunda edição do relatório alinhado ao ISSB reflete a evolução e a maturidade da agenda de sustentabilidade da Vale. Avançamos na integração entre sustentabilidade e finanças, oferecendo informações cada vez mais consistentes e relevantes para a tomada de decisão de investidores de forma responsável”, declarou Grazielle Parenti, vice-presidente executiva de Sustentabilidade da Vale.

Resíduos: De Passivos a Fontes de Receita

A gestão de rejeitos e estéreis passa por uma transformação significativa. Tradicionalmente considerados passivos ambientais, esses materiais agora são vistos como fontes potenciais de valor econômico através do programa Waste to Value, também conhecido como Mineração Circular. Em 2024, cerca de 4% da produção de minério de ferro da Vale foi originada do reaproveitamento desses materiais, percentual que dobrou em 2025 para 8%. Esse crescimento é impulsionado pelo reprocessamento das barragens de Gelado e Vargem Grande e pelo aproveitamento de pilhas de estéril na mina de Capanema, em Minas Gerais.

A meta da Vale é que até 2030, 10% da produção total de minério de ferro provenha de fontes circulares. Um destaque do relatório é a reativação da mina de Capanema, em Ouro Preto (MG), que recebeu um investimento de R$ 5,2 bilhões e foi projetada a partir do reaproveitamento de pilhas de estéril acumuladas ao longo de décadas. Este projeto utiliza um processamento a umidade natural, o que elimina a necessidade de consumo de água e a geração de rejeitos, além de dispensar barragens.

A expectativa é que a operação adicione cerca de 14 milhões de toneladas anuais à capacidade produtiva da Vale, com a meta de alcançar aproximadamente 100 milhões de toneladas de minério de ferro a partir do reaproveitamento de estéril até 2033. Este projeto faz parte de um pacote de R$ 67 bilhões em investimentos planejados pela companhia em Minas Gerais até 2030, com foco em tecnologias de filtragem e empilhamento a seco de rejeitos.

Novos Riscos no Mapeamento Corporativo

O novo relatório da Vale também expande o mapeamento de riscos corporativos. Enquanto a primeira edição focava nos impactos das mudanças climáticas, a nova publicação incorpora quatro temas considerados críticos para os negócios da empresa. Entre eles, destaca-se o risco de rompimento de barragens, que pode causar danos irreparáveis a pessoas, patrimônio e meio ambiente.

Outros riscos abordados incluem atrasos ou a não obtenção de licenças ambientais, conflitos com comunidades, impactos sobre direitos humanos e perigos operacionais associados a equipamentos móveis e infraestruturas críticas. Esses fatores podem impactar diretamente a capacidade de crescimento, rentabilidade e a reputação da empresa, além de afetar sua licença social para operar.

Segurança de Barragens: Um Compromisso Inadiável

A Vale reitera seu compromisso com a segurança das barragens de rejeitos. Em 2025, a empresa implementou o padrão internacional Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM) em todas as suas estruturas. Ao final do ano, nenhuma barragem estava classificada em nível 3 de emergência, refletindo os avanços na gestão de riscos.

O programa de descaracterização de barragens a montante alcançou 63% de execução, com 19 das 30 estruturas previstas já concluídas. A Vale também mantém uma Política de Gestão de Resíduos Minero-metalúrgicos, que visa a redução da geração de rejeitos, o uso de tecnologias de processamento a seco e o reaproveitamento de materiais, em linha com os princípios da economia circular.

Transparência e Pioneirismo no Setor

A Vale se destaca como a primeira mineradora do mundo e a primeira empresa brasileira a publicar um relatório seguindo os padrões do ISSB. O objetivo deste documento é demonstrar os impactos financeiros dos riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade, aumentando a transparência para investidores e outras partes interessadas.

Com esta nova edição do relatório, a Vale reafirma sua estratégia de integrar desempenho financeiro e sustentabilidade, posicionando o reaproveitamento de rejeitos e estéreis como uma das principais frentes de crescimento da mineração circular nos próximos anos. A evolução da Vale neste sentido não apenas alinha a companhia às exigências globais de sustentabilidade, mas também a posiciona como uma líder no setor, pronta para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que se apresentam no horizonte.

Veja Nossos Cases de Sucesso

Reunimos um portfólio sólido de projetos realizados, que comprovam nosso compromisso com soluções tecnológicas de alto desempenho.

CONTATO

Desafios são o combustível da nossa engenharia

Como podemos te ajudar? Entre em contato conosco.