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Atlas Lithium acelera Projeto Neves e vê Brasil em posição privilegiada na corrida global por minerais críticos 

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Atlas Lithium e o Futuro da Indústria de Lítio no Brasil

Atlas Lithium está em um momento crucial no desenvolvimento de seu projeto de lítio localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O CEO e presidente da empresa, Marc Fogassa, anunciou que a produção está prevista para iniciar já no próximo ano, durante a terceira edição do Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, que aconteceu em Belo Horizonte. Este evento ressaltou a importância do Brasil no cenário global de mineração e a crescente demanda por minerais críticos, como o lítio.

O Projeto Neves e seus Desafios

O Projeto Neves é considerado o principal ativo da Atlas Lithium, que também conta com mais dois projetos na mesma região. No total, a empresa possui 97 direitos minerários, abrangendo aproximadamente 557 km². O objetivo da Atlas é produzir 146 mil toneladas de concentrado de lítio de grau bateria, o que requer um investimento significativo de cerca de R$ 2 bilhões para a implementação da operação.

As empresas de engenharia que vão fazer a construção e instalação da planta estão sendo contratadas. A planta já foi comprada e trazida para o Brasil

Marc Fogassa – Atlas Lithium

Durante sua apresentação, Fogassa revelou que quatro empresas já foram selecionadas para executar as obras de implantação. A Promon Engenharia ficará encarregada de etapas da engenharia detalhada, enquanto a TSX Engineering gerenciará a implementação do projeto. A Cerne Construções será responsável pela construção das estruturas administrativas e operacionais, e a RETC Infraestrutura executará os serviços de terraplenagem e construção civil.

Durante a fase de construção, a previsão é que sejam gerados entre 3,5 mil e 4,5 mil empregos diretos e indiretos, e aproximadamente 500 empregos diretos quando a operação estiver em funcionamento. Esse impacto econômico é significativo para a região, que se beneficiará de novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento.

Tecnologia de Beneficiamento

A extração do lítio será realizada através do beneficiamento do espodumênio, um mineral que contém lítio. Fogassa esclarece que o processo será feito por meio de uma planta de Separação por Meio Denso (DMS), uma tecnologia que foi escolhida devido às características do minério encontrado na região. Ele enfatizou que o material é de alta qualidade e de fácil separação, o que torna o processo mais eficiente.

“Não haverá flotação ou qualquer coisa além de DMS”, afirmou Fogassa, destacando a adequação da planta que já foi idealizada, construída e transportada ao Brasil.

Ambiente Regulatório e Burocracia

Um dos principais desafios apontados por Fogassa para o avanço do Projeto Neves é o cumprimento dos requisitos regulatórios. Ele afirma que é crucial criar condições para a obtenção das licenças necessárias para a implantação da operação. “O desafio são os normais. Fazer o que está na regra do jogo e criar as condições para serem obtidos os licenciamentos necessários”, afirmou.

Apesar dos desafios, Fogassa expressou uma visão otimista sobre o ambiente para o desenvolvimento dos minerais críticos no Brasil, desde que a burocracia não aumente. “Eu tenho um viés positivo. Em time que está ganhando não se mexe. Eu não tentaria mexer em uma coisa que está funcionando”, concluiu.

Brasil como Protagonista na Mineração Global

Na avaliação de Fogassa, o Brasil ocupa uma posição estratégica na disputa global por minerais críticos. O país é capaz de dialogar tanto com investidores e compradores chineses quanto norte-americanos, o que representa uma vantagem significativa. “O Brasil está numa posição muito especial. Está em uma situação neutra em relação à China e aos Estados Unidos”, destacou Fogassa, evidenciando o interesse crescente de ambos os lados.

Essa posição geopolítica única oferece uma oportunidade inestimável para o Brasil se consolidar como um fornecedor relevante de minerais críticos, fundamentais para a transição energética global. O potencial de atração de investimentos para o setor mineral é imenso, e o sucesso do projeto da Atlas Lithium pode ser um divisor de águas nesse contexto.

Expansão da Atlas em Minerais Críticos

Além dos projetos de lítio, a Atlas Lithium também está ampliando sua atuação em minerais críticos por meio da Atlas Critical Minerals, que anunciou, em março, a descoberta de um corredor mineralizado de grafite com 11 quilômetros de extensão em Minas Gerais. A área total do projeto foi ampliada em 124%, totalizando 2,8 mil hectares, com teores de carbono grafítico de até 19,4%.

Listada na Nasdaq, a Atlas Lithium conta com mais de 10 mil acionistas. Entre os principais investidores estão Marc Fogassa, que detém 17,66% do capital, o conglomerado japonês Mitsui & Co., que investiu US$ 30 milhões e possui 6,34% das ações, e a gestora americana Citadel, que aportou US$ 10 milhões e possui 4,04% de participação. A Atlas Lithium ainda detém 21% de participação na Atlas Critical Minerals.

O futuro da Atlas Lithium e do setor de mineração no Brasil parece promissor, com a crescente demanda por minerais críticos, a capacidade de investimento e a posição geopolítica favorável. À medida que a empresa avança em seus projetos, o impacto na economia e na transição energética global se tornará cada vez mais evidente.

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