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Cabo Verde identifica novo alvo e amCabo Verde Mineração identifica novo alvo e amplia projeto de terras raras no sul de Minas Geraisplia projeto de terras raras em MG

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Cabo Verde Mineração identifica novo alvo e amplia projeto de terras raras no sul de Minas Gerais

Resumo estratégico

A descoberta de um novo alvo de Elementos de Terras Raras (ETR) pela Cabo Verde Mineração, no sul de Minas Gerais, reforça o papel do Brasil como protagonista na cadeia global da transição energética. Projetos de grande escala, com viabilidade técnica e alto potencial metalúrgico, ampliam a demanda por soluções robustas em automação industrial, elétrica e controle de processos — áreas essenciais para garantir eficiência operacional, segurança e competitividade em empreendimentos minerários de classe mundial.

A Cabo Verde Mineração anunciou a identificação de um novo alvo detalhado para Elementos de Terras Raras (ETR), denominado Alvo Botelhos, localizado no sul de Minas Gerais, na borda do Complexo Alcalino de Poços de Caldas. A companhia já iniciou as atividades de sondagem por trado mecânico na área, ampliando o escopo de um projeto que apresenta potencial estimado superior a 500 milhões de toneladas de argilas iônicas mineralizadas.

O avanço consolida a escala do empreendimento, que reúne características técnicas e geológicas para se posicionar entre os maiores projetos de terras raras em desenvolvimento no Brasil. O novo alvo soma-se ao Alvo Caconde 1, onde a empresa já conduz sondagens de detalhe em malha regular, com foco na futura certificação de recursos inferidos conforme padrões internacionais, como JORC e NI 43-101.

Projeto mineral em área estratégica

Os dois alvos integram um amplo programa de pesquisa mineral conduzido em um bloco contínuo de aproximadamente 91 mil hectares, distribuídos por quatro municípios do sul de Minas Gerais. Ao todo, o projeto reúne 57 direitos minerários, inseridos em um dos corredores geológicos mais promissores do país para Elementos de Terras Raras.

Segundo a empresa, os resultados obtidos até o momento, tanto em escala regional quanto nas sondagens iniciais, confirmam a presença de um sistema de terras raras do tipo argilas iônicas — classe de depósito considerada estratégica no mercado internacional. Esse tipo de sistema se destaca pela elevada recuperação metalúrgica, menor complexidade operacional e forte alinhamento às cadeias industriais da transição energética, como mobilidade elétrica, geração eólica e tecnologias de armazenamento de energia.

Os alvos avaliados apresentam continuidade lateral e vertical da mineralização, com perfis de intemperismo homogêneos e intervalos mineralizados que atingem, em alguns pontos, cerca de 20 metros de espessura.

Resultados técnicos e viabilidade metalúrgica

Entre os destaques técnicos divulgados estão intervalos de até 16 metros com teor médio de 2.425 ppm de TREO, incluindo picos de 4.302 ppm de TREO e 854 ppm de MREO — grupo que concentra os elementos magnéticos de maior valor econômico, como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.

Em diversos furos, a sondagem foi encerrada ainda dentro da zona mineralizada, indicando potencial de expansão do recurso. Ensaios metalúrgicos de lixiviação em escala laboratorial, realizados pela SGS GEOSOL, apontaram recuperações de até 81,7% de TREO e superiores a 60% de MREO, reforçando a viabilidade técnica e econômica do sistema.

Retomada do projeto de minério de ferro

Paralelamente ao avanço do projeto de terras raras, a Cabo Verde Mineração retomou as atividades em seu projeto de minério de ferro na Mina Catumbi, localizada nos municípios de Cabo Verde e Muzambinho (MG).

A operação conta com licença ambiental vigente e capacidade instalada para até 600 mil toneladas por ano, utilizando processo a seco, sem formação de barragens. A produção é voltada a produtos premium lump e sinter feed, provenientes de ROM magnetítico, com teor médio em torno de 66% de ferro (Fe), destinados ao mercado nacional.

Visão técnica e estratégica

De acordo com a geóloga Maria do Carmo Schumacher, responsável técnica pelo projeto de terras raras, o início das sondagens em Botelhos consolida a interpretação de um distrito mineral de grande escala. “Os resultados regionais e as sondagens iniciais em Caconde 1 demonstraram elevada consistência geológica, com teores contínuos e excelente resposta metalúrgica. A entrada do Alvo Botelhos amplia essa leitura e reforça o potencial de um sistema de argilas iônicas com características de classe mundial”, afirma.

Na avaliação do geólogo e consultor técnico Oscar Yokoi, membro do Australian Institute of Geoscientists, os resultados destacam o caráter singular do projeto. “As anomalias estão distribuídas nos quatro quadrantes das áreas pesquisadas, com valores que chegam a 14.000 ppm e recorrência significativa na faixa de 3.000 ppm. Trata-se de um sistema com manto de intemperismo espesso, que amplia o entendimento geológico regional”, explica.

Para o CEO da Cabo Verde Mineração, Túlio Rivadávia Amaral, o projeto avança em um momento estratégico do mercado global. “Estamos evoluindo de forma disciplinada na definição dos alvos e na geração de dados técnicos, com rigoroso controle de qualidade. A escala do projeto, aliada aos resultados obtidos, indica potencial de classe mundial e reforça a posição do Brasil no cenário global de terras raras”, destaca.

Terras raras e a transição energética

Consideradas insumos críticos para a transição energética, a eletrificação da mobilidade, a geração eólica e diversas aplicações industriais e estratégicas, as terras raras ocupam papel central na agenda econômica e geopolítica global. Com o refino mundial concentrado majoritariamente na China, cresce a busca por projetos localizados em jurisdições estáveis, com escala, segurança regulatória e potencial de longo prazo.

Nesse contexto, a Cabo Verde Mineração informou que mantém negociações com players internacionais para acordos de desenvolvimento conjunto, abrangendo desde a pesquisa mineral até a definição de rotas tecnológicas de processamento e agregação de valor.

Automação, elétrica e eficiência para projetos minerais

Empreendimentos minerários de grande escala exigem infraestrutura elétrica confiável, sistemas de automação industrial, controle de processos, instrumentação e soluções digitais capazes de garantir segurança operacional, eficiência energética e redução de paradas não programadas.

A PMA Automação atua no desenvolvimento de projetos elétricos e de automação para a indústria, oferecendo soluções completas que apoiam operações mais eficientes, seguras e alinhadas às exigências da nova economia energética.

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