Goiás fortalece a mineração ao integrar o setor ao ProGoiás e impulsiona a industrialização
Resumo estratégico
A inclusão do setor mineral no Programa de Desenvolvimento Industrial de Goiás (ProGoiás) representa um avanço estrutural para a economia do Estado ao alinhar mineração, industrialização e inovação tecnológica. A medida cria incentivos concretos para a agregação de valor à produção mineral, redução de custos operacionais e fortalecimento das cadeias produtivas locais. Em um cenário global marcado pela transição energética e pela crescente demanda por minerais críticos, a política posiciona Goiás como um polo competitivo para investimentos industriais, ampliando oportunidades para projetos de engenharia, automação e soluções elétricas aplicadas à indústria mineral.
O Governo de Goiás deu um passo estratégico para o fortalecimento da indústria mineral ao incluir oficialmente o setor extrativista no Programa de Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ProGoiás). A medida, formalizada pelo Decreto nº 10.853, de 19 de janeiro de 2026, amplia o acesso da mineração a incentivos fiscais vinculados à industrialização, inovação tecnológica e práticas sustentáveis.
A decisão posiciona o Estado de forma mais competitiva na nova economia global, especialmente em um contexto marcado pela crescente demanda por minerais críticos para a transição energética e para cadeias industriais de alta tecnologia. Com uma base mineral diversificada, que inclui cobre, níquel, fosfato, nióbio e terras raras, Goiás busca avançar além da extração primária e transformar seu potencial geológico em valor econômico, geração de empregos qualificados e retenção de renda no território estadual.
A inclusão da mineração no ProGoiás está alinhada a uma estratégia mais ampla de neoindustrialização do país. O programa incentiva a estruturação de cadeias produtivas mais integradas, capazes de promover o processamento local da matéria-prima, estimular a incorporação de tecnologia e fortalecer a indústria regional. Esse movimento cria condições para a atração de novos investimentos e para a implantação de etapas produtivas que antes não se viabilizavam economicamente no Estado.
De acordo com o governo estadual, o acesso aos incentivos do programa está condicionado a contrapartidas claras por parte das empresas. Os projetos precisam gerar impacto real na economia goiana, priorizando o aproveitamento da cadeia produtiva local, o processamento ou o uso significativo da matéria-prima extraída no próprio Estado, além da realização de investimentos produtivos. Entre as possibilidades previstas estão a implantação de novas unidades industriais, a ampliação de plantas existentes e a reativação de empreendimentos paralisados.
Outro ponto relevante do novo enquadramento é o estímulo a práticas sustentáveis. O decreto incentiva o reaproveitamento de subprodutos da industrialização e, quando aplicável, o uso de resíduos industriais, reforçando o compromisso com eficiência operacional, redução de impactos ambientais e uso responsável dos recursos naturais.
Com a inclusão no ProGoiás, o setor mineral passa a ter acesso ao crédito outorgado de ICMS sobre operações com produtos industrializados. Em municípios considerados prioritários e em determinados enquadramentos, os benefícios podem atingir percentuais elevados, reduzindo custos operacionais e aumentando a competitividade das empresas que optam por industrializar sua produção em Goiás. Para o setor produtivo, essa política contribui para mitigar desafios estruturais históricos, como os elevados custos logísticos e de transporte, especialmente relevantes na região Centro-Oeste.
A iniciativa também favorece a consolidação de cadeias industriais dependentes de insumos minerais e abre espaço para novas oportunidades de agregação de valor. Exemplos como a bauxita demonstram o potencial de transformação da política pública, ao viabilizar etapas industriais subsequentes ao processo de extração, ampliando o impacto econômico da atividade mineral.
A presença de depósitos de terras raras em Goiás reforça ainda mais a relevância do novo marco regulatório. Esses minerais são essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, à eletrificação, à automação industrial e à indústria de alta performance, posicionando o Estado como um ator estratégico em cadeias globais cada vez mais disputadas.
Na visão da PMA Automação, o fortalecimento da mineração aliado à industrialização exige projetos industriais robustos, sustentados por engenharia elétrica de qualidade, automação confiável e soluções tecnológicas que garantam segurança, eficiência operacional e facilidade de manutenção. Políticas públicas como o ProGoiás criam um ambiente favorável para investimentos, mas o sucesso desses projetos depende diretamente de uma base técnica bem estruturada.
Ao integrar o setor mineral ao ProGoiás, Goiás consolida uma política industrial voltada à agregação de valor, ao desenvolvimento tecnológico e à competitividade. Trata-se de um movimento que reforça o papel da indústria como motor do desenvolvimento econômico e amplia as oportunidades para soluções de automação e engenharia aplicadas a um dos setores mais estratégicos da economia contemporânea.



